Times de Dados Remotos: Melhores práticas para comunicação e produtividade
O “Novo Normal” já virou apenas “Normal”. No Brasil, o setor de tecnologia liderou a adoção do trabalho remoto, mas muitos gestores ainda sentem um frio na barriga ao liderar equipes que não estão fisicamente no escritório. A preocupação é legítima: como garantir que a gestão de times remotos de dados seja eficiente e que o engenheiro não esteja apenas movendo o mouse para parecer ativo?
A verdade é que Engenharia de Dados e Ciência de Dados são disciplinas que exigem foco profundo. Interrupções constantes no escritório aberto muitas vezes atrapalham mais do que ajudam. O segredo não é vigiar, é criar rituais. Neste artigo, vamos compartilhar as práticas que utilizamos para garantir a produtividade de squads remotos em nossos projetos.
1. Cultura da Documentação (Assíncrono é Vida)
No escritório, você vira a cadeira e pergunta: “Fulano, qual é a tabela de vendas?”. No remoto, isso vira uma mensagem no Slack que interrompe o raciocínio do colega. A regra de ouro para times distribuídos é: se não está escrito, não existe.
2. Rituais Ágeis Adaptados
O brasileiro valoriza o contato humano. Transpor o Scrum “by the book” pode ficar frio e mecânico. Recomendamos adaptar os rituais para manter o engajamento:
- Dailies Focadas (15 min): “O que fiz, o que farei, o que me impede”. Sem rodeios. Mas reserve 2 minutos no início para o “quebra-gelo” social.
- Review com Negócio: A cada 15 dias, mostre o resultado (o dashboard, o modelo rodando). Ver o impacto do trabalho motiva o time remoto.
- Pair Programming Virtual: Incentive que dois engenheiros entrem em uma sala de voz para resolver um bug complexo juntos. Isso cria vínculo e transfere conhecimento.
3. O Stack de Ferramentas Obrigatório
Não dá para fazer gestão por e-mail. As ferramentas de gestão são o escritório virtual do seu time. O kit básico de sobrevivência inclui:
Gestão de Tarefas (Jira / Linear / Azure DevOps)
Onde o backlog vive. A regra é clara: o card só anda para “Done” se o código estiver no repositório e a documentação atualizada.
Comunicação (Slack / Teams)
Crie canais específicos por projeto (ex: #proj-data-lake) e evite DMs para decisões de projeto. Decisões devem ser públicas para o time.
Observabilidade
Como saber se o pipeline quebrou às 3 da manhã? Ferramentas de monitoramento são os olhos do gestor. Elas avisam sobre falhas antes que o cliente perceba, permitindo proatividade.
4. A Importância da “Over-Communication”
No remoto, o silêncio é ambíguo. Silêncio significa que estão focados ou que estão travados? Incentive a “super-comunicação”. Avisar que vai precisar se ausentar, avisar que está focado em um código complexo, avisar que está bloqueado.
Isso gera confiança. Quando o gestor sabe o status, ele para de micro-gerenciar e o time ganha autonomia.
Terceirização como Atalho Cultural
Construir essa cultura do zero leva tempo e exige líderes experientes em trabalho remoto. Muitas empresas falham na transição porque tentam replicar o escritório físico no virtual.
Nossos Squads já nascem “Remote-First”. Eles trazem essa cultura de documentação, transparência e autogestão para dentro do seu projeto desde o primeiro dia, eliminando a dor de cabeça da gestão operacional.
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